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Campus Macaé oferece cursos de especialização

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O sucesso dos convênios com empresas do ramo industrial vem possibilitando a criação de novos cursos para o aperfeiçoamento do profissional formado.

Campus Macaé oferece cursos de especialização

Cerimônia de formatura no Auditório do Campus Macaé

No dia 25 de junho o Campus Macaé do Instituto Federal Fluminense (antigo CEFET Campos) realizou a formatura da primeira turma do curso de Especialização em Operações com Equipamentos Submarinos.

Dos 33 alunos, 28 são oriundos dos cursos técnicos industriais que ingressaram na Instituição através de concurso público, e cinco são funcionários da Petrobras. A iniciativa é uma pareceria entre o IF Fluminense, a Fundação CEFET Campos, a Petrobras e as empresas FMC, Dril Quip do Brasil, Cameron do Brasil, Aker Solutions, Vetco Gray, Lupatech e Weatherford.

Dentro de sua responsabilidade social, a Petrobras enxergou a possibilidade de elaborar o curso e estabelecer a parceria. “É uma oportunidade de ampliar essa profissionalização para a comunidade e melhorar a mão-de-obra das empresas locais”, garante Rosângela Vasconcelos, Gerente de Desenvolvimento de Recursos Humanos. A empresa estuda a continuidade do curso com a abertura de novas turmas, mediante a avaliação dos resultados obtidos.

O curso foi dividido nos módulos básico e específico, ministrados por professores do Campus Macaé e instrutores da Petrobras, respectivamente. Na parte específica, os estudantes puderam conhecer o funcionamento dos equipamentos submarinos e as técnicas de instalação. Também assistiram a palestras e fizeram visitas técnicas aos laboratórios e oficinas das empresas parceiras.

Para Moisés Marques de Oliveira, técnico em mecânica, um dos cinco funcionários da Petrobras que fizeram o curso, há uma dificuldade em se encontrar profissionais especializados nesse segmento. “Tive a chance de conhecer outros ramos da minha profissão que não conhecia”, conta Moisés.

Vitória Regina da Silva, ex-aluna de eletromecânica do Campus Macaé, ressalta que as empresas precisam investir mais nessa área e procurar se informar sobre o desenvolvimento do curso. “Foi uma oportunidade muito boa que me preparou para o mercado de trabalho”, disse a aluna.

De acordo com o Gerente de Trabalho e Extensão e coordenador do projeto, Lenilson Guimarães da Fonseca Jr., todos os concluintes já participaram de processos seletivos para admissão nas empresas parceiras. “É um mercado que prevê uma grande demanda de profissionais com esse diferencial”, afirma ele. A especialização permite que se atue na instalação, manutenção e intervenção de equipamentos submarinos, além da supervisão de operações com os mesmos, em terra ou em ambiente offshore.        

Esse modelo de parceria público-privada vem dando certo. Um exemplo disso é o curso de Fluidos de perfuração, realizado no Campus Campos-Centro. Também são oferecidos os cursos de Especialização em Completação, Flexitubo e Arame e Avaliação de Poços de Petróleo.

Novamente, essa é uma parceria entre IFF, Fundação CEFET Campos, Petrobras e empresas do ramo industrial, que são Baker Hughes, BJ Services, Halliburton, Schlumberger, Tetra, Power Well Brasil e Weatherford. As aulas serão ministradas em Macaé e terão início em agosto.

Foram oferecidas 60 vagas, das quais 54 eram destinadas aos egressos dos cursos técnicos em Automação, Eletrônica, Eletrotécnica, Eletromecânica, Instrumentação, Manutenção, Mecatrônica e Mecânica, com a devida comprovação por diploma.  As demais vagas foram reservadas à Petrobras, de acordo com o convênio estabelecido.

O Diretor Geral do Campus Macaé, Marcelo Fagundes Felix, vê nessas parcerias público-privadas uma inovação na área de educação. Para ele, esses cursos apontam para uma articulação com o ensino regular. “Um módulo dessas especializações, por exemplo, poderia estar integrado aos cursos técnicos regulares. É uma possibilidade de acelerar o processo de formação do aluno, permitindo que ele se especialize em uma determinada área durante o próprio curso”, comenta. Segundo ele, esse aperfeiçoamento propicia um aumento da empregabilidade e promove o contato do estudante com o ambiente de trabalho.

 

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