Projeto Angola/Brasil
Em processo de reconstrução, o governo da Angola sentiu a necessidade de qualificar sua mão-de-obra, já que atualmente 80% da economia do país giram em torno da exploração do petróleo e diamantes, que são recursos finitos.
Acordo
O Acordo de cooperação técnico-científica entre o IF Fluminense e o Ministério de Obras Públicas de Angola, denominado Projeto Angola-Brasil, foi assinado em 24 de maio de 2008, no Rio de Janeiro, com a presença da Reitora do IF Fluminense, Cibele Daher e da Consultora de Gabinete do Vice-Ministro de Obras Públicas de Angola, Maria das Dores Brandão.
O objetivo do acordo é oferecer uma consultoria de ensino em cursos da área de construção civil para profissionais angolanos que vão atuar em cinco centros de formação profissional que estão sendo instalados na capital da Angola, Luanda, e nas províncias de Benguela, Huambo, Malanje e Zaire.
A escolha do IF Fluminense foi feita após uma pesquisa com instituições de todo o país. Em outubro de 2006, o vice-ministro de obras públicas da Angola, José Ferreira, esteve no Brasil para conhecer as instalações da instituição e a qualidade do corpo docente, além da infra-estrutura.
O IFF é responsável pela capacitação de professores, funcionários, elaboração do projeto pedagógico, gerenciamento de ensino, além de orientação para montagem e treinamento operacional de todos os laboratórios dos Centros angolanos. O instituto realiza uma transferência de conhecimento e tecnologia para esse país.
Angola
Um país rico em belezas e recursos naturais com uma história de 500 anos de colonização e 41 anos de guerra civil. Angola agora tem uma nova luta interna: reconstruir o país e a vida de seu povo.A independência em 1975 trouxe autonomia, mas também uma quase natural disputa interna, pelo controle político do país. A guerra civil levou a uma estagnação econômica, à destruição de parte da infra-estrutura e a paralisia de algumas atividades produtivas no país.Os níveis do desemprego, pobreza e exclusão social subiram. O conflito armado interno provocou feridas profundas que ainda hoje, causam vítimas, atingidas por minas enterradas em solo angolano.
Desde 2002, após um acordo político, na condição de grande produtor de petróleo e de diamantes, Angola está sendo reconstruída. Busca-se uma nova ambiência política de diálogos e acordos, em que a disputa pelo poder é decidida através da escolha democrática de representantes, para atuação legislativa e executiva no comando político do país.
A democracia pode ser encarada como novidade neste país em reconstrução depois de 41 anos de guerras. Novas escolas e universidades são implantadas. Hospitais e saneamento básico são construídos, montados e ampliados. A atividade econômica vai sendo, aos poucos, novamente formalizada num clima de otimismo gerado pelo crescimento do valor do petróleo no mercado internacional. Os recursos gerados pelo excedente do preço do petróleo extraído em sua maioria no mar geram expectativas de que os problemas mais graves da população serão mais rapidamente resolvidos.
A divisão do poder entre aqueles que antes guerreavam possibilitou fazer com que o dinheiro do petróleo que financiava a disputa armada, hoje, esteja a serviço da reconstrução nacional, da diversificação econômica para um futuro pós-petróleo, da substituição paulatina de importações e do desenvolvimento de uma administração pública mais eficiente, a favor da inclusão social.É neste contexto de trabalho, de otimismo e de dedicação, que a educação e a formação profissional tornaram-se elementos estrategicamente indispensáveis ao desenvolvimento social e econômico deste país de ricas tradições culturais e históricas.
Fonte: Centro Paulo Freire Estudos e Pesquisas – V Colóquio Internacional.
Equipe
Coordenação Geral
Glaucia Mendes
Coordenação Administrativa
Denise Costa
Coordenação de Ensino
Regina Coeli Martins Aquino
Coordenação de Educação à Distância
Marcellus Serejo Ribeiro
Coordenação Pedagógica
Odila Mansur
Coordenação de Infraestrutura
Rubéns Zanon
Coordenação Construção de Vias, Topografia e Desenhador
Cláudia Barroso
Coordenação Orçamento e Execução de Obras
Maria Luiza Rangel
Coordenação de Eletricidade Industrial
Luilcio Barcellos
Coordenação de Urbanismo e Instalações Domiciliares
Simone Macedo
Coordenação de Operação Mecânica e Soldadura
Silas Alvarenga
Secretária Executiva
Nádia Prates
Técnico Administrativo
Angélica Barros
Conselho Gestor
Said Auatt
Mirian Manhães
Helio Gomes Filho
Roberto Moraes Pessanha
